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Materiais de treino para as provas discursivas do CACD

Luigi Bonafé • Atualizado em 26 jun 2020 às 4h22Publicado em 11 jun 2019 às 19h04

Lista de materiais para download em um clique

Modelo de folha de respostas de 60 linhas (jan. 2020)

Modelo de folha de respostas de 90 linhas (jan. 2020)

  1. Guia dos Aprovados no CACD 2019 (Esperança Equilibrista)
  2. Guia dos Aprovados no CACD 2018 (Capivara Cética)
  3. Guia dos Aprovados no CACD 2017 (Canarinho Pistola)
  4. Guia dos Aprovados no CACD 2016 (Texugo Melívoro)
  5. Guia dos Aprovados no CACD 2015 (Orlando Lagartixa)
  6. Guia dos Aprovados no CACD 2014 (Calango Lumbrera)
  7. Guia dos Aprovados no CACD 2013 (Filhote de Gnu)
  8. Listagem na página do Instituto Rio Branco (IRBr): Editais, informações sobre o concurso e Guias de Estudo oficiais (publicados entre 1996 a 2013)

A fase que decide o concurso

As provas discursivas são as mais decisivas do CACD, pois há anos a nota obtida na 1ª fase do concurso (de questões objetivas) deixou de ser levada em conta no cálculo da nota final no certame. O treinamento para as provas discursivas deve, portanto, passar a integrar seu planejamento de estudos o quanto antes.

Para te ajudar em relação aos primeiros passos nessa direção, listei abaixo alguns materiais elementares que podem ser extremamente úteis, quando não indispensáveis, durante o processo.

Isso é só o começo, obviamente, mas estes são alguns dos “instrumentos de trabalho” que vão te acompanhar do início ao fim do seu treinamento para as provas discursivas do CACD em geral, particularmente as de História do Brasil e Política Internacional. Cada uma delas exige que você escreva cerca de 300 linhas de texto manuscrito em 4 horas. São as duas provas mais extenuantes e que provocam mais reclamações de candidatas e candidatos quanto à falta de tempo para terminar de escrever a última questão.

Modelos de folhas de resposta

As folhas de respostas que a banca organizadora do CACD produz afetam diretamente o seu desempenho nas provas discursivas. Uma mudança na largura de cada linha, por exemplo, pode alterar a quantidade de palavras que “cabem” no espaço reservado para a resposta. Por esse motivo, ao treinar para as provas discursivas, convém utilizar folhas de resposta que tenham o “tamanho” mais próximo possível daquele que você vai ter que utilizar no dia da prova “à vera”. Afinal, em concurso muitas vezes decidido com base nos décimos de pontos, até mesmo um detalhe como esse pode fazer diferença.

Claro que a cada ano a organizadora do concurso pode fazer alterações nas folhas de resposta, sem qualquer aviso prévio. Isso já aconteceu diversas vezes, tanto quando a organização do certame ficou a cargo do Cespe/Cebraspe quanto no fatídico CACD 2019, organizado pelo Iades.

Durante anos o padrão da prova discursiva de HB vinha sendo o mesmo: 2 questões de 90 linhas, valendo 30,0 pontos cada; e outras 2 de 60 linhas, com valor de 20,0 pontos cada uma. No total, eram 10 páginas de redação a ser preenchidas a mão durante 4 horas. Esse vinha sendo o modelo mantido na prova escrita de História do CACD ao longo de mais de uma década. Havia variações, sem aviso prévio, na largura e na altura de cada linha. Como a prova é manuscrita, isso afetava a quantidade de palavras que “cabiam” em cada resposta. Nada, contudo, dramático o suficiente para prejudicar a isonomia.

O edital do CACD 2019, a cargo de uma nova organizadora, não anunciou qualquer mudança em relação a isso. Mas, na prática, um detalhe muito importante das provas discursivas do certame organizado pelo Iades acrescentou ainda mais idiossincrasia e relevância a esse aspecto da preparação para a fase mais valiosa do concurso para diplomata. Até o CACD 2018, cada folha tinha 30 linhas. Desse modo, uma resposta a questão discursiva de 60 linhas terminava no final da 2ª folha de respostas; as respostas a questões de 90 linhas, por sua vez, terminavam obviamente no final da 3ª folha de respostas.

Mas o Iades, de forma arbitrária e irresponsável, mudou a quantidade de linhas disponíveis em cada folha de respostas: foram 20 ou 25 linhas em cada página (e não 30). A primeira questão da prova, por exemplo, era de 90 linhas. A última linha (90ª) estava no meio da 4ª folha de respostas, a qual “acabava” na linha nº 100. Isso custou tempo precioso de muita gente boa que se viu caindo numa espécie de “pegadinha”. Acostumados a escrever duas ou três páginas, sempre por inteiro, muita gente preencheu a última folha até a última linha. Ou seja, teve candidato que escreveu até a 100ª linha e teve 10 linhas de resposta ignoradas pelos corretores. Esforço, tempo e pontos preciosos foram desperdiçados por causa disso.

Não sabemos se o Iades será a banca organizadora do CACD mais uma vez. Suponho que 10 de 10 cacdistas estejam torcendo para que não seja. De todo modo, por precaução, convém tomar esse concurso fatídico de 2019 como um alerta da importância de observar, no dia da prova, o que estará no papel diante de você.

Por isso, os modelos de folhas de respostas a seguir apresentam 25 linhas por página. Mesmo que o modelo de 30 linhas por página seja retomado, treinar com esse tipo de folha disponível para download gratuito nos links a seguir pode ajudar o candidato a vacinar-se contra a possibilidade de qualquer banca inexperiente voltar a aplicar o CACD no futuro.

Além disso, a largura e a altura das linhas foram estabelecidas em dimensões um pouco menores do que as que constavam nas folhas de respostas efetivamente utilizadas nas provas discursivas das últimas duas edições do concurso (2018, a cargo do Cebraspe; e 2019, aplicada pelo Iades). Isso porque, se você deparar com mais espaço no dia da prova, não terá problemas. Mas, se as folha de respostas que você receber tiverem menos espaço do que têm tido ultimamente, não será surpreendido pela falta de linhas disponíveis para escrever a mesma quantidade de texto que estará habituado a treinar.

Modelo de folha de respostas de 60 linhas (jan. 2020)

Modelo de folha de respostas de 90 linhas (jan. 2020)

A forma de cálculo das notas “quebradas”

A partir do CACD 2018, as Bancas Examinadoras das provas discursivas do concurso para diplomata passaram a calcular as notas de forma muito particular. Desde então, ao invés de números “inteiros” (18/20, 23/30 etc.), os candidatos passaram a receber notas “quebradas” (22,76/30, 15,58/20 e daí por diante). Isso teve a ver, naquele primeiro ano, com (i) a divisão de cada questão em diversos quesitos (em HB, foram 4 ou 5 quesito por questão); (ii) a correção por “faixas de nota”; e (iii) a introdução de um quesito “Apresentação”, representando 5% do valor da nota máxima em cada questão. No CACD 2019, por outro lado, foi eliminado o quesito “Apresentação” e a quantidade de quesitos de cada questão foi ampliada para 10, nos padrões de resposta, cada um valendo 10% dos pontos da respectiva questão (com alguns casos de 2 ou 3 quesitos corrigidos em conjunto, como se fosse um só com o dobro ou o triplo do valor).

Num cenário tão competitivo e com tão poucas vagas como o atual, cada décimo (e às vezes cada centésimo) de nota faz diferença na classificação final. É estratégico, portanto, que o candidato saiba exatamente como será feito o cálculo da sua nota, que entenda os critérios de correção e, sobretudo, que treine para as provas discursivas com base nesse tipo de nota “quebrada”. Poucos professores e candidatos, contudo, identificaram os motivos da mudança e os novos critérios de correção da banca.

Trabalhar com base no conhecimento dessas mudanças constitui, desse modo, vantagem comparativa preciosa. Por isso, fiz uma “live”, antes da aplicação das provas discursivas do CACD 2019, explicando a nova forma de cálculo que produziu as notas “quebradas” e os critérios de correção do quesito “Apresentação” que foram aplicados pela Banca Examinadora das questões de História do Brasil na 3ª fase do CACD 2018 (que foi “fundida” à 2ª fase no CACD 2019).

Recomendo enfaticamente que você assista com atenção:

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[ATUALIZAÇÃO:]

No CACD 2019 não existiu qualquer quesito sobre aspectos formais do texto, como tinha sido o quesito “Apresentação” no CACD 2018. Todos os 10 quesitos de cada questão versavam exclusivamente sobre conteúdos, substantivos e objetivos, listados nos padrões de respostas divulgados, que depois foram ainda mais detalhados nas respostas aos recursos contra as notas provisórias da 2ª fase. Fiz um vídeo sobre isso que você pode ver neste post.

[atualização: a propósito desse tema, vale a pena ler também o post, mais recente que o vídeo acima, sobre as duas correções das provas discursivas do CACD 2019]

Guias de estudo extraoficiais

No passado, o Instituto Rio Branco divulgava, a cada ano, “guias de estudo” oficiais com uma resposta “exemplar” a cada uma das questões discursivas do CACD do ano anterior. A partir do CACD 2013, contudo, cada nova turma de diplomatas que ingressou no Instituto Rio Branco passou a organizar, generosa e diligentemente, guias de estudos extraoficiais. Em 2019 completaram-se 6 edições desse tipo de guia, que a cada ano ganha um título diferente e pitoresco.

Entre as muitas vantagens desse novo modelo, destaca-se o fato de que tais guias extraoficiais apresentam não apenas uma resposta “exemplar”, mas pelo menos três exemplos de respostas que obtiveram as mais altas notas em cada questão discursiva do concurso precedente. E o melhor: são publicados também exemplos (geralmente um por questão) de respostas que receberam as menores notas entre todos os diplomatas da turma [e em 2019, além disso, foram publicadas respostas que obtiveram notas próximas da mediana em cada questão].

A variedade de respostas exemplares de cada questão contribuiu, ao longo desses anos, para desmistificar e até mesmo para enterrar muitas das crenças mais difundidas acerca daquilo que “pode” ou “não pode” ser feito nas provas discursivas do CACD. Trata-se, portanto, de material absolutamente indispensável na sua preparação para a(s) fase(s) que decide(m) sua classificação final no certame. Eu diria mesmo que essa deveria ser a sua principal leitura para as provas discursivas do concurso.

Todas as edições desses guias extraoficiais publicadas até 2019 estão reunidas no blog criado e mantido por alunos do Instituto Rio Branco. A lista a seguir exibe o link direto para os arquivos .PDF gratuitamente publicados por eles e elas nos últimos anos:

  1. Guia dos Aprovados no CACD 2019 (Esperança Equilibrista)
  2. Guia dos Aprovados no CACD 2018 (Capivara Cética)
  3. Guia dos Aprovados no CACD 2017 (Canarinho Pistola)
  4. Guia dos Aprovados no CACD 2016 (Texugo Melívoro)
  5. Guia dos Aprovados no CACD 2015 (Orlando Lagartixa)
  6. Guia dos Aprovados no CACD 2014 (Calango Lumbrera)
  7. Guia dos Aprovados no CACD 2013 (Filhote de Gnu)
  8. Listagem na página do Instituto Rio Branco (IRBr): Editais, informações sobre o concurso e Guias de Estudo oficiais (publicados entre 1996 a 2013)

Sobre o autor: Luigi Bonafé - aprendacom@luigibonafe.com

Eu sou um professor de História apaixonado pelo desafio de redescobrir o magistério e desvendar a banca do CACD a cada ano. Desde 2007 dou aulas especificamente para quem quer ser diplomata. De lá pra cá, as provas do concurso mudaram muito, e os candidatos também. Como professor, eu fui mudando junto. Desde 2015 passei a lecionar nos cursos teóricos extensivos do IDEG, que ajudaram a revolucionar os fundamentos da preparação para o concurso de diplomata. Desde 2016, em plataforma própria e independente de cursinhos, criei um método de preparação para as provas discursivas de História do Brasil do CACD. E esse método foi aplicado pelos 3 candidatos que tiraram as notas mais altas das provas discursivas de HB em 3 anos seguidos: 2016, 2017 e 2018. Deixa eu te contar um pouco mais dessa história...

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