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Materiais de treino para as provas discursivas do CACD

Luigi Bonafé • Atualizado em 24 out 2019 às 6h39Publicado em 11 jun 2019 às 19h04

As provas discursivas são as mais decisivas do CACD, pois há anos a nota obtida na 1ª fase do concurso (questões objetivas) deixou de ser levada em conta no cálculo da nota final no certame. O treinamento para as provas discursivas etapa deve, portanto, passar a integrar seu planejamento de estudos o quanto antes.

Para te ajudar em relação aos primeiros passos nessa direção, listei abaixo alguns materiais elementares que podem ser extremamente úteis, quando não indispensáveis, durante o processo.

Isso é só o começo, obviamente, mas estes são alguns dos “instrumentos de trabalho” que vão te acompanhar do início ao fim do seu treinamento para as provas discursivas do CACD em geral, particularmente a de História do Brasil.

Modelos de folhas de resposta

As folhas de respostas que o Iades produz a cada ano afetam diretamente o seu desempenho nas provas discursivas. Uma mudança na largura de cada linha, por exemplo, pode alterar a quantidade de palavras que “cabem” no espaço reservado para a resposta. Por esse motivo, ao treinar para as provas discursivas, convém utilizar folhas de resposta que tenham o “tamanho” mais próximo possível daquele que você vai ter que utilizar no dia da prova “à vera”. Afinal, em concurso muitas vezes “decidido” com base nos décimos de pontos, até mesmo um detalhe como esse pode fazer diferença.

Claro que a cada ano a organizadora do concurso pode fazer alterações nas folhas de resposta, sem qualquer aviso prévio, como já aconteceu diversas vezes durante os muitos anos em que o concurso foi organizado pelo Cespe/Cebraspe. Mas os dois modelos a seguir buscam a maior similaridade possível com o tamanho das linhas das folhas de resposta que você vai receber no dia de aplicação da prova discursiva de História do Brasil do CACD.

Há anos o padrão da prova discursiva de HB é o mesmo: 2 questões de 90 linhas, valendo 30,0 pontos cada; e outras 2 de 60 linhas, com valor de 20,0 pontos cada uma. No total, são 10 páginas de redação a ser preenchidas a mão durante 4 horas. Esse tem sido o modelo mantido na prova escrita de História do CACD há mais de 10 anos.

Modelo de folha de respostas de 60 linhas

Modelo de folha de respostas de 90 linhas

A forma de cálculo das notas “quebradas”

A partir do CACD 2018, as Bancas Examinadoras das provas discursivas do concurso para diplomata passaram a calcular as notas de forma muito particular. Desde então, ao invés de números “inteiros” (18/20, 23/30 etc.), os candidatos passaram a receber notas “quebradas” (22,76/30, 15,58/20 e daí por diante). Isso tem a ver com (a) a divisão de cada questão em diversos quesitos de conteúdo (em HB, geralmente têm sido 3 quesitos por questão); (b) a correção por “faixas de nota”; e (C) a introdução de um quesito “Apresentação”, representando 5% do valor da nota.

Num cenário tão competitivo e com tão poucas vagas como o atual, cada décimo (e às vezes cada centésimo) de nota faz diferença na classificação final. É estratégico, portanto, que o candidato saiba exatamente como será feito o cálculo da sua nota, que entenda os critérios de correção do quesito “Apresentação” e, sobretudo, que treine para as provas discursivas com base nesse tipo de nota “quebrada”. Poucos professores e candidatos, contudo, identificaram os motivos da mudança e os novos critérios de correção da banca.

Trabalhar com base no conhecimento dessas mudanças constitui, desse modo, vantagem comparativa preciosa. Por isso, fiz uma “live”, antes da aplicação das provas discursivas do CACD 2019, explicando a nova forma de cálculo que produziu as notas “quebradas” e os critérios de correção do quesito “Apresentação” que foram aplicados pela Banca Examinadora das questões de História do Brasil na 3ª fase do CACD 2018 (que foi “fundida” à 2ª fase no CACD 2019). Recomendo enfaticamente que você assista com atenção:

 

Guias de estudo extraoficiais

No passado, o Instituto Rio Branco divulgava, a cada ano, “guias de estudo” oficiais com uma resposta “exemplar” a cada uma das questões discursivas do CACD do ano anterior. A partir do CACD 2013, contudo, cada nova turma de diplomatas que ingressou no Instituto Rio Branco passou a organizar, generosa e diligentemente, guias de estudos extraoficiais. Em 2019 completaram-se 6 edições desse tipo de guia, que a cada ano ganha um título diferente e pitoresco.

Entre as muitas vantagens desse novo modelo, destaca-se o fato de que tais guias extraoficiais apresentam não apenas uma resposta “exemplar”, mas pelo menos três exemplos de respostas que obtiveram as mais altas notas em cada questão discursiva do concurso precedente. E o melhor: são publicados também exemplos (geralmente um por questão) de respostas que receberam as menores notas entre tod@s @s diplomatas da turma. [e em 2019, além disso, foram publicadas respostas que obtiveram notas próximas da mediana em cada questão]

A variedade de respostas exemplares de cada questão contribuiu, ao longo desses anos, para desmistificar e até mesmo para jogar por terra muitas das crenças mais difundidas acerca daquilo que “pode” ou “não pode” ser feito nas provas discursivas do CACD. Trata-se, portanto, de material absolutamente indispensável na sua preparação para a(s) fase(s) que decide(m) sua classificação final no certame. Eu diria mesmo que deveria ser a sua principal leitura para as provas discursivas do concurso.

Todas as edições desses guias extraoficiais publicadas até 2019 estão reunidas no blog criado e mantido por alun@s do Instituto Rio Branco. A lista a seguir exibe o link direto para os arquivos .PDF gratuitamente publicados por eles e elas nos últimos anos:

  1. Guia dos Aprovados no CACD 2018 (Capivara Cética)
  2. Guia dos Aprovados no CACD 2017 (Canarinho Pistola)
  3. Guia dos Aprovados no CACD 2016 (Texugo Melívoro)
  4. Guia dos Aprovados no CACD 2015 (Orlando Lagartixa)
  5. Guia dos Aprovados no CACD 2014 (Calango Lumbrera)
  6. Guia dos Aprovados no CACD 2013 (Filhote de Gnu)
  7. Listagem na página do Instituto Rio Branco (IRBr): Editais, informações sobre o concurso e Guias de Estudo oficiais (publicados entre 1996 a 2013)

Sobre o autor: Luigi Bonafé - aprendacom@luigibonafe.com

Eu sou um professor de História apaixonado pelo desafio de redescobrir o magistério e desvendar a banca do CACD a cada ano. Desde 2007 dou aulas especificamente para quem quer ser diplomata. De lá pra cá, as provas do concurso mudaram muito, e os candidatos também. Como professor, eu fui mudando junto. Desde 2015 passei a lecionar nos cursos teóricos extensivos do IDEG, que ajudaram a revolucionar os fundamentos da preparação para o concurso de diplomata. Desde 2016, em plataforma própria e independente de cursinhos, criei um método de preparação para as provas discursivas de História do Brasil do CACD. E esse método foi aplicado pelos 3 candidatos que tiraram as notas mais altas das provas discursivas de HB em 3 anos seguidos: 2016, 2017 e 2018. Deixa eu te contar um pouco mais dessa história...

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